Volvo aumentará produção em fábrica nos EUA após anúncio de tarifas de Trump, diz CEO

Montadora aumentará a produção em sua fábrica na Carolina do Sul depois de anúncio de novas tarifas, disse o CEO Håkan Samuelsson

Fábrica da Volvo na Carolina do Sul, nos EUA, deve aumentar produção, diz CEO
Por Rafaela Lindeberg
03 de Abril, 2025 | 10:11 AM

Bloomberg — A Volvo deve produzir mais veículos - incluindo outro modelo - em sua fábrica na Carolina do Sul depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, aumentou as tarifas sobre automóveis importados, disse o CEO da fabricante.

“Teremos que aumentar o número de carros que construímos nos EUA e, certamente, levaremos outro modelo para essa fábrica”, disse o CEO Håkan Samuelsson em uma entrevista na quinta-feira.

PUBLICIDADE

A Volvo já constrói os veículos elétricos EX90 e Polestar 3 em sua fábrica perto de Charleston e "terá que analisar de perto" qual outro modelo será adicionado às linhas de produção, disse ele.

A Volvo contratou Samuelsson, 74 anos, para reassumir o cargo de CEO a partir deste mês, no lugar de Jim Rowan, seu sucessor de curta duração.

Sob o comando de Rowan, um forasteiro da indústria automobilística que já havia liderado a Dyson, a Volvo foi forçada a moderar as expectativas de vendas e lucros e a descartar a meta de vender apenas veículos totalmente elétricos até o final da década.

PUBLICIDADE

Leia também: Volvo anuncia volta de ex-CEO histórico para enfrentar mercado com tarifas de Trump

A tarifa de 25% imposta por Trump sobre as importações de automóveis dos EUA, que entrou em vigor pouco depois da meia-noite em Washington, deverá aumentar drasticamente os custos e perturbar as cadeias de suprimentos.

Certas peças de automóveis também enfrentarão uma taxa equivalente até 3 de maio, de acordo com um plano que Trump anunciou na semana passada.

PUBLICIDADE

A Volvo abriu a fábrica da Carolina do Sul - sua primeira nos EUA - em 2018. Meses após o início da produção, a empresa cancelou os planos de enviar sedãs construídos na fábrica para a China devido às tarifas impostas pelos países durante o primeiro mandato de Trump.

Veja mais em bloomberg.com