Bloomberg — As vendas trimestrais da Starbucks (SBUX) ficaram aquém das estimativas dos analistas, um sinal de que o ímpeto de consumo pode estar em queda para a gigante do café em meio a preços mais altos e bolsos mais apertados. As ações caíram no final do pregão.
As vendas comparáveis da rede, um indicador importante do desempenho das lojas existentes há pelo menos um ano, aumentaram 10% em três meses até 2 de julho em relação ao ano anterior, abaixo da estimativa média de 11,12% analistas consultados pela Bloomberg.
As vendas por essa métrica aumentaram 7% na América do Norte, com o número de transações avançando 1%, um crescimento de tráfego mais lento do que no último trimestre. Nos EUA, o aumento foi igualmente de 7%, abaixo dos 7,7% na previsão de analistas ouvidos pela Bloomberg e dos 9% de um ano antes.
Os resultados contrastam com os do McDonald’s (MCD), que superaram as estimativas, apesar dos alertas de desaceleração do crescimento. Os ganhos da Starbucks mostram que os consumidores americanos podem estar começando a cortar serviços discricionários, como jantar fora.
As vendas internacionais na comparação mesmas lojas cresceram 24% no trimestre, em linha com as estimativas, impulsionadas pelo maior tráfego nas lojas. Isso incluiu um crescimento acima do esperado na China, que ainda está se recupera após as restrições prolongadas do Covid-19.
A receita total no terceiro trimestre fiscal da empresa foi um recorde de US$ 9,2 bilhões, disse a Starbucks, mas ainda assim ficou um pouco abaixo dos US$ 9,3 bilhões esperados pelos analistas. Enquanto isso, o lucro por ação ajustado de US$ 1 superou a estimativa média de analistas de 95 centavos – um sinal de que preços mais altos estão reforçando a lucratividade da empresa.
As ações da Starbucks recuavam mais de 1% nas negociações do after hours. No acumulado do ano, subiam 2,1% até o fechamento do mercado nesta terça, atrás do avanço de 19% do S&P 500.
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