Produtos brasileiros terão 10% de taxação, diz Trump sobre tarifas recíprocas

Presidente dos EUA anuncia medidas na Casa Branca e cita exemplos do que aponta como taxas desproporcionais de parceiros comerciais sobre produtos americanos

US President Donald Trump holds a reciprocal tariffs poster during a tariff announcement in the Rose Garden of the White House in Washington, DC, US, on Wednesday, April 2, 2025. Trump plans to roll out tariffs on global trading partners, the centerpiece of his effort to bring back manufacturing to the US and reshape a world trade system he has long decried as unfair. Photographer: Kent Nishimura/Bloomberg
02 de Abril, 2025 | 05:44 PM

Bloomberg Línea — O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, detalhou em discurso no jardim da Casa Branca as chamadas tarifas recíprocas aplicadas às importações de seus principais parceiros comerciais.

Trump mostrou nesta tarde de quarta-feira (2) um quadro que exibia os nomes de parceiros comerciais, as taxas médias cobradas por tais países sobre produtos americanos e o que será imposto de tarifas recíprocas a partir deste sábado (5).

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No caso do Brasil, as taxas serão de 10%, segundo o comunicado do presidente americano - as mesmas cobradas pelo país sobre produtos americanos. Essa é a alíquota mais baixa imposta na nova política comercial da maior economia do mundo.

Leia mais: Congresso quer nova lei de reciprocidade para país poder retaliar tarifas de Trump

Produtos da China serão taxados em 34%, da União Europeia, em 20%, e do Japão, em 24%.

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Trump também anunciou tarifas de 25% sobre as importações de carros pelos EUA.

México e Canadá ficarão de fora das tarifas recíprocas, segundo a Casa Branca. Os dois países vizinhos da América do Norte têm negociado em separado com os Estados Unidos de Trump dentro do âmbito do tratado de livre comércio já existente (USMCA) e de negociações sobre o maior controle de fronteiras.

Antes do anúncio em si, Trump reiterou com alguns exemplos o que classificou como relação desigual e prejudicial para a economia americana de relação comercial, com países asiáticos como Japão e Coreia do Sul e outros mais relevantes como Canadá e México.

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Manipulação cambial, roubo de propriedade intelectual e práticas fiscais estão entre as reclamações que Trump fez contra parceiros comerciais, enquanto exibiu um relatório do Representante de Comércio dos EUA (USTr) intitulado “Barreiras ao Comércio Exterior”, que ele disse ser uma leitura perturbadora.

- Em atualização.

- Com informações da Bloomberg News.

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