Bloomberg — O Goldman Sachs está expandindo sua oferta de private equity para indivíduos ricos em Wall Street e além dela, no mais recente sinal de que as firmas de investimento gradualmente ampliam o acesso aos cobiçados mercados privados.
O banco de investimento, sediado em Nova York, está lançando um fundo de private equity aberto chamado G-PE, que oferecerá acesso a negócios provenientes de suas estratégias de aquisição, crescimento, mercado secundário e coinvestimento, de acordo com um comunicado na quarta-feira (2).
“À medida que mais empresas optam por permanecer privadas por mais tempo e uma maior parcela do crescimento econômico ocorre em mercados privados, os investidores precisarão olhar além dos mercados públicos”, disse no comunicado Kristin Olson, chefe global de investimentos alternativos para clientes de alta renda no Goldman.
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A oferta do Goldman visa desafiar os maiores rivais do mercado privado, como a Apollo Global Management, a Blackstone e a KKR, que buscam aumentar seus ativos buscando dinheiro de investidores individuais ricos e instituições.
Em sua carta anual no início desta semana, o CEO da BlackRock, Larry Fink, prometeu abrir mercados privados para milhões de investidores comuns.
Maiores aportes em seu braço de gestão de ativos e patrimônio estão ajudando o Goldman a competir cada vez mais com essas gigantes da gestão de ativos alternativos, bem como com seus concorrentes bancários tradicionais.
O banco aposta na marca “G-Series”, que se aplicará ao seu conjunto de fundos em infraestrutura, imóveis e crédito privado.
Os fundos captam recursos de clientes por meio de corretoras de patrimônio e bancos privados, incluindo o operado pelo Goldman.
De forma mais ampla, o Goldman planeja aumentar o volume de investimentos alternativos distribuídos por meio de plataformas de gestão de patrimônio de terceiros para US$ 8 bilhões este ano, ante cerca de US$ 5 bilhões no ano passado, disse uma pessoa familiarizada com o assunto ouvida pela Bloomberg News, que pediu anonimato por se tratar de informação não-pública.
No ano que vem, o banco também planeja quase triplicar o número de funcionários em sua unidade de gestão de ativos, que distribui seus investimentos para investidores individuais, elevando o total para cerca de 60 pessoas ao redor do mundo, acrescentou a fonte.
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