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Cautela no crédito privado

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26 de Março, 2025 | 07:27 AM
Tempo de leitura: 2 minutos

Bloomberg Línea — Este é o Breakfast - o seu primeiro gole de notícias. Uma seleção da Bloomberg Línea com os temas de destaque no mundo dos negócios e das finanças. Bom dia!

O Brasil sempre foi o país da renda fixa, e, em momentos de juros altos, a inclinação para essa classe de ativos ganha ainda mais força. A estrela da vez é o crédito privado, que tem potencial de acrescentar um retorno extra ao portfólio e foi o grande destaque de captações no último ano.

O forte fluxo de capital para esses fundos, no entanto, pode tornar o investimento menos interessante. É o que defende Renan Rego, sócio e Chief Investment Officer (CIO) da G5 Partners, gestora e multifamily office com R$ 35 bilhões em ativos.

Rego avalia que a procura pelo crédito privado exerce uma pressão técnica do fluxo comprador. “O inflow pressiona o gestor a fazer uma alocação em crédito privado, em um estoque que aumenta a cada mês mas, ainda assim, tem um número finito de opções. O capital novo gera então uma compressão dos spreads”, afirmou em entrevista à Bloomberg Línea.

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Números dos últimos meses mostram a força desse movimento. Os fundos de renda fixa com 50% a 70% de crédito privado em carteira receberam a maior entrada líquida entre janeiro e novembro do ano passado, em um total de R$ 113,3 bilhões.

⇒ Leia mais: Por que este CIO com R$ 35 bilhões sob gestão está cauteloso com o crédito privado

Vista de São Paulo: O número de fundos em crédito privado cresceu para 2.070 produtos em 2024 – alta de 49% em relação ao ano anterior. (Foto: Paulo Fridman/Bloomberg)

No radar dos mercados

As ações globais operavam sem direção única nesta manhã de quarta-feira (26) enquanto os investidores buscam uma direção clara em meio à persistente incerteza sobre as próximas tarifas do presidente Donald Trump.

- JBS supera estimativas. A companhia registrou lucros antes de itens como juros e impostos de R$ 10,8 bilhões no quarto trimestre. Esse valor é mais do que o dobro do registrado no ano anterior e 9,4% superior à média das estimativas compiladas pela Bloomberg News.

- Santander reduz carteira de hipotecas. O banco busca vender uma carteira de hipotecas espanholas de cerca de € 462 milhões, de acordo com fontes consultadas pela Bloomberg News. A Alantra teria sido contactada para assessorar na transação, que inclui empréstimos ativos e reestruturados.

- Mercado financeiro bate recorde. Os bônus médios em Wall Street dispararam no ano passado, para o patamar recorde de US$ 47,5 bilhões, impulsionado pelo forte crescimento dos lucros da indústria. O bônus médio anual aumentou quase um terço, para US$ 244.700.

→ Leia a matéria completa sobre o que guia os mercados hoje

Ações globais 26/03/25
🔘 As bolsas ontem (25/03): Dow Jones Industrials (+0,01%), S&P 500 (+0,16%), Nasdaq Composite (+0,46%), Stoxx 600 (+0,67%), Ibovespa (+0,57%)

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Destaques da Bloomberg Línea:

Sabesp mira universalização com alavancagem sob controle após privatização, diz CFO

Lavoro, do Pátria, contrata assessores para renegociar dívida, dizem fontes

Fim dos controles cambiais na Argentina é chave para atrair investidores, diz Goldman

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