BV muda o comando e traz Gustavo Sousa, ex-CEO da Cielo, como presidente

Executivo substituirá o atual CEO, Gabriel Ferreira, a partir de abril; Sousa, que comanda a empresa de data center Ascenty, também atuou em cargos de liderança na Klabin e na CPFL

Com operação em Luxemburgo, Banco BV pretende fortalecer operação de atacado
25 de Fevereiro, 2025 | 07:33 PM

Bloomberg Línea — O banco BV, ex-Banco Votorantim, informou nesta terça-feira (25) a substituição de Gabriel Ferreira como CEO da instituição financeira. Após cinco anos no cargo, Ferreira será sucedido por Gustavo Sousa, atual presidente da Ascenty, empresa de data center com atuação na América Latina.

Sousa possui a experiência de ter atuado como CFO e depois CEO da Cielo entre 2019 e 2022 - e também como CFO da Klabin entre 2018 e 2019. Anteriormente, liderou a CPFL Renováveis, em que também atuou como diretor financeiro e de Relações com Investidores.

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O executivo também trabalhou no Banco do Brasil entre 2000 e 2014, em diversos cargos, de acordo com o seu perfil no LinkedIn. Sua formação inclui um MBA pela Columbia Business School e um mestrado em Gestão Econômica pela UNB (Universidade de Brasília).

Leia mais: BV tem lucro e rentabilidade recordes no 3º tri. ‘Mudamos de patamar’, diz o CEO

A mudança na liderança é anunciada depois que o BV registrou um lucro líquido de R$ 1,7 bilhão em 2024, o melhor resultado da história da instituição. O retorno sobre patrimônio (ROE) atingiu 16% no último trimestre do ano passado.

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Ferreira permanecerá no banco até abril, quando termina seu mandato, segundo comunicado da companhia. Ele está há 13 anos na instituição.

Sob sua gestão, o banco manteve a liderança em financiamento de veículos enquanto diversificou suas operações, em uma estratégia para ampliar as operações de “banco relacional” e se expandir para outros segmentos, como o crédito à instalação de placas solares.

Fundado no fim dos anos 1980 pelo grupo Votorantim, da família Ermírio de Moraes, o BV é controlado desde 2009 em uma sociedade entre a Votorantim Finanças, braço financeiro do grupo, e o Banco do Brasil (BBAS3). Cada um tem 50% do controle acionário.

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Filipe Serrano

É editor sênior da Bloomberg Línea Brasil e jornalista especializado na cobertura de macroeconomia, negócios, internacional e tecnologia. Foi editor de economia no jornal O Estado de S. Paulo, e editor na Exame e na revista INFO, da Editora Abril. Tem pós-graduação em Relações Internacionais pela FGV-SP, e graduação em Jornalismo pela PUC-SP.