Ferrari segue embalo do luxo na bolsa e supera dona da Fiat em valor de mercado

Montadora de carros esportivos que já pertenceu à Fiat, hoje parte do grupo Stellantis, se tornou a terceira maior empresa listada na Bolsa de Milão

Visitantes atrás de uma Ferrari 488GTB durante a Dubai Motor Show: montadora italiana segue se valorizando na bolsa (Jasper Juinen/Bloomberg)
Por Chiara Remondini
09 de Maio, 2023 | 07:34 PM

Bloomberg — O valor de mercado da Ferrari (RACE) ultrapassou o da controladora da Fiat, que já foi dona da icônica fabricante italiana de carros esportivos de luxo.

Conhecida por seu logotipo de cavalo empinado e supercarros únicos, a ação da Ferrari subiu 34% este ano, tornando-se o papel de melhor desempenho entre as montadoras europeias.

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Seu valor de mercado saltou para 49,2 bilhões de euros (US$ 53,9 bilhões), ultrapassando os 47,1 bilhões de euros da Stellantis (STLA), o conglomerado automotivo que, além da Fiat, também controla marcas como Alfa Romeo, Citroën, Peugeot, Opel e Chrysler.

Com isso, a Ferrari se tornou uma das três maiores empresas da bolsa de Milão.

A demanda por carros esportivos de luxo continua firme entre os clientes ricos da Ferrari, mesmo com o aumento dos preços. É um enorme contraste em relação às grandes montadoras, que perdem poder de fixar preço em meio à desaceleração econômica.

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É uma tendência em muitos aspectos comparável à das grandes empresas de artigos de luxo na Europa, com retornos totais superiores a 500% desde sua cisão da Fiat Chrysler, em 2015.

Durante o mesmo período, os retornos das ações de montadoras europeias em geral foram de cerca de 50%, incluindo dividendos.

Para um grupo crescente de investidores, o setor de luxo é para o mercado europeu o que as gigantes de tecnologia são para os Estados Unidos: empresas dominantes cujo crescimento se mantém mesmo com os altos e baixos da economia.

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A Exor, holding da família italiana Agnelli, ainda é o maior acionista tanto da Stellantis quanto da Ferrari. A Ferrari tinha um valor de mercado de cerca de US$ 10 bilhões quando começou a ser negociada em Nova York, em outubro de 2015.

“A Ferrari sempre foi sinônimo de luxo e seus múltiplos também confirmam isso”, disse Vincenzo Longo, estrategista de mercado da IG. “A ação tem tido desempenho superior ao mercado no acumulado do ano e a tendência é comparável a grandes nomes de luxo.”

--Com a colaboração de Daniele Lepido

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