Caça russo colide com drone de vigilância dos Estados Unidos no Mar Negro

Autoridades militares americanas afirmaram que a colisão provocou a queda e a perda total da aeronave americana não tripulada

O incidente teria ocorrido por volta das 7h no horário local, segundo as autoridades
Por Peter Martin
14 de Março, 2023 | 02:48 PM

Bloomberg — Um caça russo colidiu com um drone de vigilância dos Estados Unidos no espaço aéreo internacional acima do Mar Negro, forçando a queda da aeronave americana não tripulada, disseram os EUA.

A aeronave Su-27, acompanhada por um segundo caça russo, atingiu a hélice do drone MQ-9 Reaper no que foi uma interceptação “insegura e pouco profissional”, disse o Comando Europeu dos EUA. O incidente teria ocorrido por volta das 7h no horário local, segundo as autoridades. Os dois caças russos voaram na frente e despejaram combustível no drone antes do ataque, afirmou o Comando Europeu dos EUA.

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“Nossa aeronave MQ-9 estava conduzindo operações de rotina no espaço aéreo internacional quando foi interceptada e atingida por uma aeronave russa, resultando em um acidente e perda total do MQ-9″, disse o General da Força Aérea James Hecker. “Na verdade, esse ato inseguro e pouco profissional dos russos quase causou a queda de ambas as aeronaves.”

O porta-voz do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca, John Kirby, disse que o presidente Joe Biden foi informado sobre o incidente e chamou a manobra russa de “imprudente”.

“Se a mensagem é que eles querem nos impedir ou dissuadir de voar, operando no espaço aéreo internacional sobre o Mar Negro, então essa mensagem falhará”, disse Kirby. “E vamos continuar a fazer o que precisamos para nossos próprios interesses de segurança nacional naquela parte do mundo.”

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O Comandante Supremo Aliado da Europa, o general Christopher Cavoli, informou hoje os países da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) sobre o incidente, de acordo com um oficial da aliança militar.

Na semana passada, o coronel norueguês Eirik Guldvog disse que o comportamento russo nas regiões do Báltico e do Mar Negro tem sido “um pouco mais agressivo”.

“Pode ser um vôo mais agressivo, mais próximo”, disse ele. “Comportamento um pouco mais agressivo, voando como se estivesse se preparando para lançar armas, por exemplo, sem usar armas.”

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Em fevereiro, o Pentágono mobilizou caças para combater quatro aeronaves russas que se aproximavam do espaço aéreo dos EUA. Os militares dos EUA estavam em alerta máximo após a derrubada de um suposto balão espião chinês e uma série de outros objetos não identificados no espaço aéreo dos EUA.

-- Reportagem atualizada às 14h53 para incluir a resposta da Casa Branca e mais informações. Com colaboração de Jordan Fabian e Natalia Drozdiak.

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