Bloomberg Línea — --Atualiza com reação do mercado: 15h21
O Federal Reserve, o banco central americano, elevou a taxa de juros do país em 0,75 ponto percentual para o intervalo de 3% a 3,25%, em linha com o consenso das expectativas de mercado e a terceira alta consecutiva. Isso significa que a taxa subiu 225 pontos-base em três reuniões, agora no maior patamar desde a crise financeira de 2008. Segundo o comunicado que acompanha a decisão, há expectativa de que mais aumentos serão necessários.
A decisão ocorre após a divulgação de resultados de inflação recorde do país, que atingiu 8,3% em 12 meses em agosto. Diversos dirigentes do Fed, incluindo o presidente Jerome Powell, afirmaram no último mês que a autarquia irá combater o aumento de preços mesmo que isso signifique uma desaceleração ou uma possível recessão da economia americana.
Segundo o comunicado, a taxa de juros do Fed, ou Fed Funds Rate, está projetada para terminar 2022 em 4,4%, acima dos 3,4% previstos em junho. Para o final de 2024, a expectativa é de 3,9%, ante 3,4% anteriormente.
“Estamos prontos para alterar a política conforme necessário”, escreveram os membros. De acordo com ao menos um dirigente do Fed, o PIB dos Estados Unidos se contrairá em 2023.
A guerra na Ucrânia eleva ainda mais a inflação e atrapalha o crescimento econômico global, diz o comunicado, acrescentando que a inflação continua alta devido a desequilíbrios relacionados à pandemia, preços mais altos de alimentos e energia e pressões de preços mais amplas.
Perto das 15h25, horário de Brasília, os principais índices americanos recuavam, enquanto o dólar avançava 0,31%, a R$ 5,1577, acelerando em relação à manhã.
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