Emprego nos EUA, PIB e novas pesquisas: 5 eventos para o mercado na semana

Dados de criação de vagas e taxa de desemprego na economia americana em agosto estarão no radar dos investidores na próxima sexta-feira (2)

Shoppings retomam movimento de consumidores: pulso da economia será conhecido com o PIB do segundo trimestre
Por Josue Leonel
29 de Agosto, 2022 | 06:52 AM

Bloomberg — As tendências para os juros do Fed devem seguir como fator decisivo para os mercados na semana que começa, a última do mês de agosto, com o payroll - os dados do mercado de trabalho - e outros de atividade dos Estados Unidos.

No Brasil, as apostas nos juros futuros reagem a leilões do Tesouro, além do PIB do segundo trimestre, que deve mostrar crescimento, e dados de inflação. A Petrobras começa a pagar o “megadividendo”, enquanto a campanha eleitoral ganha tração no mês final antes do primeiro turno.

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Veja a seguir 5 destaques da semana que começa:

1. Payroll de agosto

Após Jerome Powell dizer em Jackson Hole que o Fed será dependente de dados para tomar os próximos passos, os preços de ativos devem reagir à agenda forte de dados da economia americana na semana, que terá como destaque o relatório de emprego de agosto.

O payroll deve mostrar na sexta-feira (2) uma criação líquida (criação menos fechamento) de 300 mil vagas em agosto, ante 528.000 em julho.

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Dirigentes do BC americano como a vice-presidente Lael Brainard e John Williams, do Fed de Nova York, falam durante a semana.

Investidores ainda vão acompanhar a inflação na zona do euro, com estimativa de aceleração do CPI, e PMIs da China, onde medidas de estímulo ajudaram a impulsionar os preços de commodities na semana que passou.

2. PIB do segundo trimestre e IGP-M

O pulso da atividade econômica e o ritmo da inflação no Brasil poderão ser medidos por dados importantes nos próximos dias. O PIB do segundo trimestre, que sai na quinta-feira (1), deve mostrar uma alta de 0,9% sobre o primeiro trimestre, quando o crescimento foi de 1%, segundo projeções de economistas. No acumulado de quatro trimestres, a estimativa é a de expansão de 2,6%.

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A semana ainda deve contar com dados de emprego, crédito, balança comercial de agosto e resultados fiscais do governo em julho. No campo da inflação, os destaques são as novas projeções do boletim Focus para o IPCA, na segunda-feira (29), e o IGP-M de agosto na terça (30).

3. Leilões do Tesouro

Operadores de juros futuros devem continuar atentos aos leilões do Tesouro, que provocaram oscilações agudas nos contratos de DI na última semana. As taxas subiram na quinta-feira (25) depois que o Tesouro ofertou 19 milhões de LTNs, uma semana após o leilão ainda mais expressivo de 23 milhões, que também pressionou a curva de juros.

Na última terça-feira (23), por outro lado, os juros futuros caíram depois que o Tesouro reduziu a oferta de papeis atrelados à inflação, as NTN-B. Segundo analistas, o Tesouro recentemente vem tirando vantagem do alívio visto nos juros longos nas semanas anteriores para ampliar a captação de recursos com títulos prefixados.

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4. Eleição entra na reta final

A pouco mais de um mês do primeiro turno, o mercado vai avaliar as próximas pesquisas em busca de eventual impacto de eventos recentes, como as entrevistas dos candidatos na TV Globo. BTG/FSB, Genial/Quaest e PoderData devem divulgar novos levantamentos. O horário eleitoral em rádio e TV começou nesta sexta-feira (26). O primeiro debate na Band está previsto para domingo (28), mas há dúvidas sobre a participação do presidente Jair Bolsonaro, segundo os jornais.

5. Petrobras e IRB

A Petrobras (PETR3, PETR4) começa a pagar dividendos na quarta-feira (31) para os detentores de ações de emissão da estatal negociadas na B3. O dividendo aprovado no final de julho é de R$ 6,732 por ação. Um dia antes, o Cade julga venda da refinaria Reman (Refinaria Isaac Sabbá), da Petrobras, para a Ream, em sessão extraordinária.

O IRB Brasil oficializou na última semana a decisão de realizar uma oferta oferta subsequente de ações. Com base na cotação dos papéis em 24 de agosto, a oferta poderia levantar cerca de R$ 1,2 bilhão. A prioridade para o uso dos recursos, segundo a empresa, é regularizar indicadores estabelecidos pela autarquia do setor, a Susep. O preço por ação será definido na quinta (1). No mesmo dia, ocorrem o Itaú Day (ITUB4) com investidores e analistas e o Hype Day 2022, da Hypera (HYPE3).

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