Breakfast

O mercado ‘apocalíptico’ ficou para trás?

Também no Breakfast: Mercados operam cautelosos antes de ata do Fed; Estrangeiros colocam R$ 10 bi na bolsa brasileira em agosto e puxam rali e Como BTG e XP planejam atrair o investidor de criptos das exchanges

17 de Agosto, 2022 | 05:51 AM
Tempo de leitura: 4 minutos

Bloomberg Línea — Bom dia! Este é o Breakfast - o seu primeiro gole de notícias. Uma seleção da Bloomberg Línea com os temas de destaque no mundo dos negócios e das finanças.

Na newsletter de ontem contamos que investidores estão gradualmente retomando o apetite ao risco ante a avaliação de que a recessão pode não ser tão profunda como se temia.

Uma nova pesquisa com gestores globais deu a dimensão desse sentimento e revelou como ela se traduz em novas posições nas bolsas.

Segundo levantamento do Bank of America (BofA) com gestores de fundos de investimento, após dados de inflação melhores que o esperado nos Estados Unidos e uma ata do Copom sugerindo o fim do ciclo de aperto monetário no Brasil, investidores têm ampliado a exposição a empresas ligadas ao crescimento.

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🛍️ Apesar de o setor financeiro ainda liderar as maiores posições overweight (acima da média do mercado), o consumo discricionário passou a ocupar o segundo lugar nas preferências dos gestores da América Latina.

Na pesquisa global o tom é de otimismo, com aumento dos aportes em ações, marcando uma queda na tendência “apocalíptica de baixa” que vinha dominando os mercados até então.

Ainda assim, o número de investidores que dizem esperar uma recessão global nos próximos 12 meses subiu para 58%, o maior nível desde maio de 2020.

Leia os detalhes na matéria completa: Aposta em consumo e cautela com China: as novas posições dos gestores na bolsa

E para saber mais: Mercado ‘apocalíptico’ ficou para trás, apostam gestores globais

Papéis de consumo discricionário passam a ocupar o segundo lugar nas preferências dos gestores, atrás apenas do setor financeiro

Na trilha dos Mercados

Dia de esquadrinhar dados e buscar pistas. Hoje os investidores se debruçam sobre a ata da reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed) de julho, quando o banco central norte-americano subiu os juros em 0,75 ponto percentual pela segundo mês seguido. Voltará, em setembro, a elevar o custo do dinheiro na mesma magnitude?

🤨 Sinais contraditórios. Muita água rolou desde a reunião de 27 de julho - dados macroeconômicos que podem indicar rumos diferentes para a economia e, consequentemente, para as manobras de política monetária do Fed.

↕️ Up and down. Nos EUA, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) se suavizou, dando abertura a um consistente movimento comprador em bolsas. A produção industrial também garantiu certo alívio, subindo mais do que previam os analistas. Porém, sopram ares de recessão notícias sobre os cancelamentos de venda de imóveis, que disparam em julho nos EUA e atingiram 16% do total de contratos.

Além disso, a atividade manufatureira de Nova York caiu para o segundo pior resultado desde 2001. E o sentimento dos construtores de casas nos EUA baixou pelo oitavo mês, a mais longa sequência de quedas desde o colapso do mercado imobiliário em 2007.

🔥 Calor escaldante, preços ardentes. Se nos EUA o IPC de julho pisou no freio, a inflação britânica acelerou mais do que o esperado, renovando o recorde de preços mais altos em 40 anos. O IPC subiu 10,1% em julho frente ao ano passado, após subir 9,4% no mês anterior, conforme dados desta manhã. A leitura superou tanto as projeções dos economistas do setor privado como as do próprio Banco da Inglaterra (BoE), que provavelmente terá de subir ainda mais os juros para deter a inflação.

→ A análise completa você lê no Radar dos Mercados

Um panorama do começo do dia
🟢 As bolsas ontem: Dow Jones Industrials (+0,71%), S&P 500 (+0,19%), Nasdaq Composite (-0,19%), Stoxx 600 (+0,16%), Ibovespa (+0,43%)

O mercado norte-americano ganhou força após o Walmart (WMT) superar as expectativas de lucro dos analistas e melhorar sua previsão para o ano. O sentimento também foi impulsionado pelo resultado acima do previsto da Home Depot (HD) no segundo trimestre, mesmo diante de sinais de desaceleração do mercado imobiliário americano.

Saiba mais sobre o vaivém dos Mercados e se inscreva no After Hours, a newsletter vespertina da Bloomberg Línea com o resumo do fechamento dos mercados.

No radar

Esta é a agenda prevista para hoje:

EUA: Vendas no Varejo/Jul, Pedidos e Juros de Hipotecas - MBA, Estoques das Empresas/Jun, Atividade das refinarias de Petróleo - EIA

Europa: Zona Euro (Variação no Emprego, PIB/2T22); Reino Unido (IPC/Jul, IPP/Jul)

Ásia: Hong Kong (Taxa de Desemprego/Jul); China (Investimento Estrangeiro Direto)

América Latina: Brasil (IGP-10/Ago, Fluxo Cambial Estrangeiro); Colômbia (Exportações Zona Franca/Jun); Argentina (Capacidad Instalada da Industria/Jun)

Bancos centrais: Ata de Política Monetária da reunião de julho do Fed. Decisão sobre os juros da Nova Zelândia. Discurso de Michelle Bowman (FOMC/Fed) 

Balanços: Cisco System, Target, Lowe’s

📌 Para a semana:

Balanços: Tencent

Quinta-feira: EUA (Vendas de Casas Existentes, Pedidos Iniciais de Seguro-Desemprego, Índice líder do Conference Board). Pronunciamentos de Esther George e Neel Kashkari, do Fed

Destaques da Bloomberg Línea

Estrangeiros colocam R$ 10 bilhões na bolsa brasileira em agosto e puxam rali

Apple, avaliada em US$ 2,7 trilhões, dispensa recrutadores de RH

Escobari, da General Atlantic: ‘ainda não estamos no momento mais escuro da noite’

Gráfico: moedas da América Latina resistem, mas cautela prevalece

E mais na versão e-mail do Breakfast:

• Também é importante: • Produção industrial dos EUA cresce 0,6% em julho • Cancelamentos de venda de imóveis disparam em julho nos EUA • Apple manda funcionários voltarem para o escritório • Como BTG e XP planejam atrair o investidor de criptos das exchanges

• Opinião Bloomberg: Inflação transitória? Soft landing? Fed tem que evitar novo erro, diz El-Erian

• Pra não ficar de fora: Disney retoma venda de passes anuais na Califórnia por até US$ 1.599

⇒ Essa foi uma amostra do Breakfast, que na versão completa inclui muitas outras notícias de destaque do Brasil e do mundo.

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Edição: Michelly Teixeira | News Editor, Europe