Bloomberg Línea — As redes sociais, o espaço onde muito conteúdo se torna viral, estão cada vez mais tendo um impacto maior na tomada de decisão do usuário, e as gigantes da tecnologia entenderam isso.
O vice-presidente do Google, Prabhakar Raghavan, da Alphabet (GOOGL), disse recentemente na conferência Fortune Brainstorm Tech que, de acordo com estudos internos da empresa, cerca de 40% dos jovens pertencentes à Geração Z (nascidos entre 1995 e início de 2000), usam redes sociais redes mais para pesquisar lugares, como restaurantes ou outros sites de entretenimento, em vez de acessar o mecanismo de pesquisa ou o Google Maps.
O executivo, que lidera a área de conhecimento e informação, fez referência específica ao TikTok, propriedade da Byte Dance, e o Instagram, da Meta Platforms (FB), que são agora as redes sociais mais dominantes.
“Continuamos aprendendo, repetidamente, que os novos usuários da Internet não têm as expectativas e a mentalidade com as quais nos acostumamos... As perguntas que eles fazem são completamente diferentes”, disse Raghavan na conferência.
O TikTok é agora uma das redes sociais que mais crescem nos últimos anos e os dados oficiais da empresa destacam que tem cerca de 1 bilhão usuários ativos por mês.
O executivo do Google acrescentou que nesta geração específica, de acordo com o estudo interno, o conteúdo imersivo é preferido à digitação de uma palavra-chave em um mecanismo de busca que traz vários resultados.
No meio da conversa, o vice-presidente sênior do Google sugeriu que a empresa está tomando medidas para continuar dominando as buscas na internet, incorporando realidade aumentada à ferramenta de mapas e buscas por meio da câmera do celular, que fornecem informações imediatas sobre os objetos capturados pelo usuário.
A pesquisa acirra a competição entre redes sociais e plataformas para consumo em massa de conteúdo. A Insider Intelligence publicou recentemente um relatório afirmando que até 2024 a receita de anúncios do TikTok excederá a do YouTube.
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