Bloomberg — A China registrou suas primeiras mortes por covid-19 desde janeiro de 2021, em meio à disseminação da variante ômicron pelo país mais populoso do mundo.
As duas mortes foram relatadas em Jilin na sexta-feira (18), informou a Comissão Nacional de Saúde em comunicado. Ambos os pacientes tinham mais de 60 anos de idade e tinham sérias condições subjacentes, sendo um deles não vacinado, disse uma funcionária da comissão em uma entrevista no sábado.
Segundo ela, os sintomas de covid eram leves, com as comorbidades sendo a causa direta da morte.
Embora tenha havido repetidos surtos da doença na China, apesar das restrições rígidas do país – primeiro contra a variante delta, depois a ômicron – poucos dos infectados ficaram gravemente doentes desde meados de 2021. Muitos dos que desenvolveram sintomas graves sobreviveram, mesmo pacientes acima de 60 anos e aqueles com outras comorbidades.
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A China registrou menos de 5.000 mortes ao longo de toda a pandemia, com a maioria ocorrendo quando o vírus emergiu de Wuhan no início de 2020.
Restrições rigorosas e testes em massa ajudaram as autoridades a impedir a propagação da covid e a identificar casos precocemente, enquanto muitos foram enviados a hospitais designados para tratamento, independentemente da gravidade da doença.
Quase 90% dos 1,4 bilhão de pessoas da China foram totalmente vacinadas e mais de um terço recebeu doses de reforço, e a ômicron aparece cada vez mais como infecções assintomáticas.
Ainda assim, autoridades e especialistas em saúde alertaram sobre mortes inevitáveis, mesmo de uma variante menos virulenta, já que infecções generalizadas mantêm hospitais e equipes médicas sobrecarregadas.
-- Com a colaboração de Zhang Dingmin.
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