Bloomberg — Cerca de 80 mil nascimentos são esperados na Ucrânia nos próximos três meses, enquanto o país fica sem acesso a cuidados médicos suficientes por causa da invasão militar da Rússia, segundo a Organização Mundial da Saúde.
Estima-se que 1,7 milhão de pessoas, a maioria mulheres e crianças, foram deslocadas pela guerra, e espera-se até 1.000 nascimentos por semana, com muitas mães sem pré-natal e abrigo adequado, disse a OMS na terça-feira (8).
O diretor regional da OMS na Europa, Hans Kluge, disse que a invasão criou a crise de refugiados que mais cresce na Europa em 75 anos. A OMS está entregando suprimentos e prestando serviços médicos em meio ao conflito, mesmo que os esforços diplomáticos não tenham conseguido oferecer rotas seguras em algumas áreas.
“Uma experiência de mudança de vida pode se tornar uma experiência de risco de vida”, disse Isabel Yordi Aguirre, diretora técnica de gênero e saúde do escritório regional europeu da OMS, durante briefing online na terça-feira.
A OMS tem 2 remessas – totalizando 76 toneladas – de suprimentos médicos em trânsito na Ucrânia. A ONU confirmou 16 ataques a instalações, suprimentos e equipamentos de saúde na Ucrânia, resultando em pelo menos nove mortes e muitos outros feridos.
O abastecimento de oxigênio permanece em níveis criticamente baixos, e a Ucrânia continuou a vigilância e a notificação de casos e mortes de covid-19. O governo registrou 731 óbitos por covid-19 na semana passada.
--Este texto foi traduzido por Bianca Carlos, localization specialist da Bloomberg Línea.
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