Bloomberg — O Mercado Livre, gigante do e-commerce na América Latina, disse nesta segunda-feira (24) que pagará até 70% do valor de cirurgias de redesignação de gênero para seus funcionários trans da América Latina. O benefício tem limite de até US$ 5 mil por procedimento e é válido para os funcionários com pelo menos um ano de empresa.
A empresa disse ainda que oferecerá pagamento de seguro fiança para aluguel de imóvel e assessoria jurídica para alteração de nome e gênero em registros civis, além de suporte psicológico para os colaboradores.
O Mercado Livre oferece às pessoas trans 15 dias de licença por ano para procedimentos médicos. A empresa também conta com banheiros neutros em suas operações.
Patricia Monteiro de Araujo, diretora de People do Mercado Livre no Brasil, afirmou que a comunidade LGBTQIA+ é um dos focos da estratégia de Diversidade e Inclusão da empresa.
“Queremos que nossos profissionais escolham o Mercado Livre porque se identificam com o nosso propósito, valores e cultura. Porém, reconhecemos também o quanto alguns benefícios podem, de fato, promover o bem-estar das pessoas trans. Por isso, estamos ampliando nossos esforços, com benefícios tangíveis e voltados a questões importantes e que são fundamentais para os nossos colaboradores e colaboradoras”, disse, em comunicado à imprensa.
As cirurgias de mudança de sexo são um processo muito caro e pouquíssimas pessoas trans podem pagar com seus próprios recursos.
De acordo com um relatório da Investopedia, um tratamento envolve não apenas a cirurgia, mas também processos hormonais e procedimentos para aumentar o volume peitoral ou mastectomia, se o processo for feminino-masculino. Da mesma forma, um processo de cirurgia facial pode variar de US$ 53.000 a US$ 70.100 nos EUA.
Além disso, de acordo com a Bloomberg Law, “o processo de transição para uma pessoa trans é muito particular. O custo das cirurgias pode variar de mais ou menos US$ 5.000 a 100.000, além dos custos de hormonioterapia, fonoaudiologia e outros cuidados”.
Na América Latina os custos variam significativamente e em alguns países da região foram avaliadas propostas de que os governos federal ou regional contribuam com o custeio das cirurgias. No Brasil, o SUS (Sistema Único de Saúde) atende procedimentos de redesignação sexual.
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