Miami — Segurança cibernética, open banking, criptomoedas e infraestrutura digital estão na mira da empresa
“Embora seja difícil imaginar como o mundo será daqui a 10 anos, sempre haverá compradores, vendedores e a necessidade de conectá-los”, diz Carlo Enrico, presidente da Mastercard para a América Latina e Caribe, ao ser questionado sobre o futuro da Mastercard na região.
É com essa visão - de um futuro em que os meios de pagamento estão no centro da transformação digital e da vida das pessoas - que a Mastercard realiza nesta semana a 10ª. edição do Mastercard LAC Innovation Forum. No evento anual, exclusivo para clientes, são apresentadas as principais tendências que irão transformar a indústria nos próximos anos. Na agenda, alguns dos temas que ocupam o topo das discussões sobre meios de pagamento: open banking, infraestrutura digital, segurança cibernética, criptomoedas e muitos outros.
O consumidor no centro
Nos últimos anos, um tema que dominou a indústria de meios de pagamento foi a digitalização da economia, impulsionada pela pandemia, mas também por inovações em pagamentos em áreas como e-commerce, experiência do consumidor no ponto de venda, carteiras digitais, programas de parcelamento, moedas digitais, open banking e muito mais.
Com o fluxo do dinheiro, hoje mais complexo e variado do que nunca, a economia digitalizada facilita combinações infinitas de interações entre consumidores, empresas, governos e instituições financeiras: de pagamentos de contas a benefícios sociais. O objetivo da Mastercard é facilitar essa conexão: “As pessoas querem poder acessar seu dinheiro a qualquer momento, de qualquer lugar, e utilizando uma variedade de métodos de pagamento. Tudo se resume a uma questão de escolha. E o papel da Mastercard é oferecer soluções que permitam essas escolhas, sem nunca descuidar da segurança”, afirma o executivo.
Segundo Enrico, para entregar a escolha e a flexibilidade que os clientes necessitam – e cada vez mais esperam -, a Mastercard vem investindo em sua estratégia multi-rail, o que permite à empresa oferecer soluções de pagamento seja por cartão, conta a conta, blockchain, open banking, e identidade digital – de forma segura e confiável.
Inclusão financeira e personalização
O avanço do open banking, em implantação no Brasil desde 2020 e em discussão avançada em outros países como México, deve trazer uma mudança ainda mais dramática ao ecossistema de meios de pagamento.
A possibilidade de compartilhamento de dados financeiros – com a permissão do consumidor – entre instituições e de forma padronizada, por meio de uma plataforma integrada e segura, resultará em vários benefícios ao consumidor, entre eles ofertas personalizadas de produtos e serviços e melhores condições de acesso ao crédito.
Até agora os consumidores pouco se beneficiaram de seus dados financeiros. Com a chegada do open banking, esse cenário muda. O consumidor passa a ter o controle de suas informações, e aqueles provedores que oferecerem melhor oferta e melhor experiência terão vantagens e sairão na frente.
Fator crítico para o sucesso do open banking é a conectividade entre as empresas, para que a troca de informações ocorra de forma simples e segura: “a Mastercard está posicionada de maneira única para alavancar sua experiência em vários trilhos e construir uma rede global de serviços bancários abertos, com a confiança no centro de tudo”, enfatiza o executivo.
Inovar sim, mas com segurança
Acelerado pela pandemia, o mercado latino-americano de pagamentos digitais não para de crescer. Uma pesquisa realizada em agosto de 2021, encomendada pela própria Mastercard à Kantar TNS*, revelou, entre outras coisas, que 75% dos entrevistados disseram ter sido vítimas de algum ataque cibernético, sendo as mensagens falsas de bancos o golpe mais comum. Por isso, uma das maiores preocupações da empresa é com a segurança. “Construir confiança no mundo digital é uma tarefa muito mais desafiadora do que no mundo físico”, diz Enrico. “Com as transações digitais previstas para alcançar um total de US $ 3 trilhões até 2030 e inúmeras conexões na crescente internet das coisas (IOT), temos um ecossistema em expansão e em constante evolução que deve ser tão eficiente quanto seguro”, declarou.
Quando questionado se isso também vale para as criptomoedas, que hoje já fazem parte da agenda da empresa, o executivo, foi enfático: “Nossa decisão sobre quais transações ou ativos digitais apoiamos sempre passa primeiro pela proteção ao consumidor e regulação”.
* Acerca do estudo: a pesquisa independente foi realizada em agosto de 2021 pela Kantar TNS para Mastercard, com a participação de 1.000 consumidores bancários em países da ALC: Brasil, Argentina, Chile, Peru, Colômbia, Costa Rica, México e República Dominicana.