São Paulo — O Ibovespa, principal índice acionário da bolsa brasileira, recuava pelo segundo dia consecutivo nesta terça-feira (17), com investidores acompanhando a cautela do exterior e reagindo à provável votação de ao menos uma parte da Reforma Tributária na Câmara dos Deputados, que pode impor a taxação de dividendos de empresas em 20% - hoje isentos de tributação.
- Perto das 10h35, o Ibovespa recuava 0,36%, abaixo dos 119 mil pontos. Os bancos lideravam as quedas, com Itaú (ITUB4) caindo 1,23% e Bradesco (BBDC4), 1,31%, na ponta
- As ações da Taesa (TAEE11) recuam 0,4%, a R$ 39,49, Itaúsa (ITSA4) cai 1,22%, a R$ 11,23, Copel (CPLE6) com queda de 1,09%, a R$ 6,37, e Cesp (CESP6), 1,34%, a R$ 22,84, algumas das maiores pagadoras de dividendos da bolsa, recuavam com investidores receosos pela aprovação das novas regras
- Outro destaque de queda era a ação do IRB Brasil RE (IRBR3), que cravou uma nova cotação mínima em 12 meses, após a divulgação de prejuízo no segundo trimestre. O papel recuava 7,5%, a R$ 5,05.
- Já a Petrobras (PETR4 e PETR3) liderava o recuo da bolsa por pontos, seguindo a quarta queda consecutiva do petróleo no exterior
Enquanto isso, o dólar futuro operava próximo à estabilidade, com viés de alta, descolado da maior parte dos pares emergentes, que recuavam nesta terça em relação ao dólar americano.
- A moeda brasileira avançava 0,1%, a R$ 5,256, enquanto a curva de juros operava mista, com queda na ponta longa e alta na curta
Como está o cenário
Segundo relatório do deputado Celso Sabino (PSDB-PA) da Reforma Tributária, não devem ser protocoladas mudanças em relação ao texto apresentado na última quinta-feira (12). Não há acordo para a votação e o texto pode ser bastante emendado durante a tramitação, prevista para esta tarde.
- No exterior, os mercados reagem à queda maior que o previsto das vendas no varejo americano, com uma contração indicando mais gastos com serviços, agora que a maior parte das restrições da pandemia foram retiradas
- As bolsas americanas e europeias, que recuavam pelo segundo dia consecutivo, também ficam de olho nos desdobramentos políticos para a administração Joe Biden após a retirada dos militares do Afeganistão e a consequente tomada de poder do Taliban